quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Proposta de Redação - MANIFESTAÇÕES POPULARES NO BRASIL

PROPOSTA

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema MANIFESTAÇÕES POPULARES NO BRASIL, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.


TEXTO 1
As manifestações populares e a urgência da reforma política no Brasil
Há décadas, o Brasil não registrava manifestações populares de tamanha amplitude como as que vimos nos últimos dias. Do Norte ao Sul, o País foi sacudido, inicialmente pelo movimento contra o aumento das tarifas de transporte, e na sequência, por outras reivindicações.
Fora os saques e atos de vandalismos de alguns oportunistas, a marca maior dos protestos é que o brasileiro está, sim, interessado na política e nas questões sociais do País. Provou, acima de tudo, que queremos um Brasil melhor agora e para as futuras gerações.
O aumento das tarifas dos meios de transportes foi só a gota de água que fez transbordar a insatisfação com vários outros aspectos da vida social, como a corrupção e o superfaturamento de obras para a Copa.
Amplificou a urgência de mais investimentos em educação, saúde e transporte público. O grito popular evidencia que este é um momento privilegiado para repensarmos nossa estrutura política, que dá mostras de estar superada.
Urge, portanto, estabelecer como prioridade a reforma política com a participação popular, aproveitando o clamor das ruas para reaproximar o povo brasileiro de seus representantes. Vários temas precisam ser revistos: combate à corrupção e ao nepotismo, ampliação da participação da mulher na política, definição de normas para financiamento público e privado das campanhas eleitorais, exigência da ficha limpa, sistema proporcional para eleição de deputados e vereadores, entre muitos.
Voltaremos a esses temas em breve, para discuti-los de forma aprofundada. Para chegar a uma reforma efetiva do nosso sistema político, é fundamental ouvir a população e fazer prevalecer valores como participação, transparência, liberdade, igualdade, justiça, respeito, diversidade e ética.  
Só assim a democracia e a representatividade sairão fortalecidas. Que nossos políticos tenham a sabedoria de perceber que é chegada a hora de arregaçar as mangas para fortalecer a participação popular que os movimentos e manifestações desta semana demonstram ser o anseio nacional.


TEXTO 2
O Brasil acordou
Com camisas e bandeiras do Brasil e cartazes com dizeres como "O Brasil acordou", os manifestantes protestam contra os gastos públicos na Copa das Confederações, defendem mais verbas para educação e saúde e a rejeição da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37, que limita o poder de investigação do Ministério Público, além de outras reivindicações. [Agência Brasil]

Vitória das ruas
A revogação do aumento das tarifas de transportes em São Paulo e no Rio é uma vitória indiscutível do Movimento Passe Livre. Já os prefeitos Fernando Haddad (PT) e Eduardo Paes (PMDB), bem como os governadores Geraldo Alckmin (PSDB) e Sérgio Cabral (PMDB), saem atônitos das manifestações que os encurralaram. (...)Não é fácil aquilatar, contudo, como o episódio reverberará no panorama partidário e eleitoral. Da revolta com a qualidade da saúde e da educação à crítica aos gastos com a Copa do Mundo, várias insatisfações vieram à tona durante os protestos. (...)Até o Congresso dá sinais de incômodo com a revolta. Cogita acelerar a votação de projeto para desonerar os transportes urbanos. Políticos tradicionais sentem a exigência de reinventar-se, mas para tanto as manifestações ainda não parecem ter força bastante. [Editorial, Folha de S. Paulo]

O tamanho das mudanças
A julgar pelo tom médio dos comentários que li no fim de semana, estamos em uma situação pré-revolucionária a partir da qual nada mais será o mesmo na política brasileira. Até gostaria que fosse verdade, mas receio que a realidade seja um pouco mais pesada. (...) Os protestos não durarão para sempre. Como escrevi numa coluna da semana passada, manifestações dão trabalho, impõem um ônus às cidades e acabam enjoando. Se democracia direta fosse bom, assembleias de condomínio seriam um sucesso. Não são. E esse é um dos motivos por que inventamos a democracia representativa. É claro que algo desse movimento permanecerá, mas é cedo para uma avaliação definitiva. Se o passado serve de guia para o futuro, o quadro não é dos mais promissores. Após o impeachment de Fernando Collor, em 1992, boa parte dos brasileiros acreditávamos que o país abraçara um novo --e melhor-- paradigma no que diz respeito à tolerância para com os desmandos da classe política. Ainda que isso tenha ocorrido em algum grau, não foi o suficiente para evitar os muitos escândalos que se sucederam. A política mudou, mas muito menos do que desejaríamos. [Hélio Schwartzman, Folha de S. Paulo]

Mudanças já
Pressionada pelas manifestações que tomam as ruas contrárias ao projeto que retirava poderes de investigação do Ministério Público, a Câmara dos Deputados derrubou nesta terça-feira (25/06/2013) a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37.  Além disso, em mais uma votação da "agenda positiva" fixada pelo Congresso em resposta às ruas, a Câmara dos Deputados estabeleceu na que 75% das receitas do petróleo serão destinadas para a educação. O projeto original, enviado pela presidente Dilma Rousseff ao Congresso em maio, previa 100% do montante para o setor.


Proposta de Redação - A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL NO BRASIL

PROPOSTA

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL NO BRASIL, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.


TEXTO 1
A polêmica em torno da redução da maioridade penal ganha fôlego cada vez que é noticiado um assassinato bárbaro cometido por menores, matando pacíficos cidadãos, estudantes ou crianças desamparadas. O assombro é maior quando estes fatos ocorrem em locais que no dia a dia não representam perigo em potencial, escolas, shoppings ou residências.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, faz parte da linha de juristas que enxerga a questão da maioridade como cláusula pétrea – e portanto, inalterável – e disse recentemente em entrevista à imprensa que mesmo que existisse a possibilidade de redução da idade penal, o Estado estaria prestando um grande serviço ao crime organizado.
Dito assim de forma nua e crua e partindo da boca do ministro da Justiça do país é surpreendente para qualquer cidadão ouvir a constatação dele de que “para sobreviver no cárcere -verdadeiras escolas de criminalidade - é preciso entrar no crime organizado”.
Sua opinião, que certamente é a oficial do governo, é a de que boa parte da violência no Brasil, tem a ver com essas organizações que comandam o crime de dentro dos presídios e que criar condições para que um jovem vá para esses locais, independentemente do delito cometido, é favorecer o crescimento dessas organizações e, portanto, a criminalidade.
A redução da maioridade penal não é tendência do movimento internacional, ao contrário do que é veiculado pela grande mídia. A pesquisa Crime Trends (Tendências do Crime), da Organização das Nações Unidas, revela que são minoria os países que definem o menor de 18 anos como adulto passível de ser penalizado criminalmente. 
Segundo a Unicef , de 53 países, 42 deles, o equivalente a 79% adotam a maioridade penal aos 18 anos ou mais, acompanhando  recomendações internacionais que sugerem a existência de um sistema de justiça especializado para julgar, processar e responsabilizar autores de delitos abaixo dos 18 anos. 
Mas não podemos fechar os olhos diante do grande número de mortes violentas cometidas por menores e do escárnio de suas declarações para a polícia e para a imprensa afirmando entre outros absurdos que o Caje pra eles é hotel 5 estrelas;  que saem de lá na hora que bem entenderem; ou que vão tirar umas férias de 3 anos sem ter que trabalhar para comer. 
Diante disso, o que fazer? É necessário investir na prevenção antes que o menor se transforme num delinquente com frieza suficiente para matar outro ser humano durante um assalto para roubar um tênis, uma bicicleta, um carro, mesmo após já ter conseguido seu objetivo.

TEXTO 2
Como funciona a lei hoje?
"Maioridade penal é a idade a partir da qual a pessoa passa a ser responsabilizada penalmente, ou seja, ela passa a responder a uma aplicação de uma pena ou de uma sanção punitiva. A idade de 18 anos ficou determinada na Constituição de 88 e é um alinhamento com uma diretriz internacional dos direitos humanos denominada Doutrina da Proteção Integral", explica o promotor Ramidoff.
A Constituição estabelece que as pessoas menores de 18 não serão responsabilizadas penalmente, mas de maneira diferenciada, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Se é constatado o envolvimento de um adolescente em qualquer tipo de crime, mesmo que ele não tenha sido preso em flagrante e não seja o autor direto do delito, ele é detido por até 45 dias. Esse é o prazo máximo em que o juiz da Infância e Juventude deve se posicionar sobre o caso. De acordo com o ECA, os centros de internação para adolescentes devem oferecer aos infratores reclusos cursos de profissionalização e eles também devem estudar, assim como qualquer outro adolescente de sua idade. Além disso, as unidades de internação devem oferecer, entre outras coisas, alojamento em condições adequadas de higiene e salubridade, vestuário, alimentação e cuidados médicos e psicológicos.
Em qualquer uma das medidas aplicadas, o adolescente precisa passar pelo acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, que envolve psicólogos e assistentes sociais, e também deve haver atendimento à sua família. Esta equipe é responsável pela apresentação de relatórios ao juiz, informando, sempre, as condições do infrator. (Fonte: Movimento Nacional dos Meninos e Meninas de Rua)
"O ECA prevê seis tipos de medidas socioeducativas para os adolescentes infratores: advertência, obrigação de reparar o dano causado, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação (que implica perda real da liberdade, durante até três anos, em centros de internamento para adolescentes)", diz o promotor. (http://www.andi.org.br/infancia-e-juventude/page/por-que-a-sociedade-quer-reduzir-a-maioridade-penal) 

TEXTO 3


TEXTO 4
10 razões porque somos contra a redução da maioridade penal
1. Culpabilização do adolescente.
As estatísticas demonstram que apenas 0,2% dos adolescentes (entre 12 e 18 anos) estão cumprindo alguma medida sócio-educativa no Brasil por terem cometido crimes. Isso prova que a criminalidade não é maior nesta faixa etária, ou seja, não há um problema específico relacionado à maioridade penal.
2. Desvio do foco das verdadeiras causas.
A discussão sobre maioridade penal desvia o foco das verdadeiras causas do problema da violência, colocando a culpa no adolescente. As pesquisas realizadas nas áreas social e educacional apontam que no Brasil a violência está profundamente ligada a questões como: desigualdade social (diferente de pobreza!), exclusão social, impunidade (as leis existentes não são cumpridas, independentemente de serem "leves" ou "pesadas"), falhas na educação familiar e/ou escolar principalmente no que diz respeito à chamada educação em valores ou comportamento ético, e, finalmente, certos processos culturais exacerbados em nossa sociedade como individualismo, consumismo e cultura do prazer.
3. Reações emocionais motivadas pelas "más notícias" veiculadas pela mídia.
Em geral, quando tomamos conhecimento de histórias de crimes bárbaros cometidos por jovens, temos naturalmente um sentimento de indignação, que por sinal é muito justificado. Porém, quando tomamos contato com números que mostram que apenas 2 em cada 1000 adolescentes se envolvem em crimes, podemos relativizar esta indignação e não generalizá-la a todos os jovens, uma vez que esses crimes bárbaros, apesar de serem chocantes, são casos isolados.
4. Crença de que as leis mais "pesadas" resolvem o problema.
Muitas vezes imaginamos que leis mais rigorosas poderiam combater a violência e melhorar a situação brasileira. Mas essa ideia certamente é equivocada, uma vez que encontramos vários exemplos históricos e atuais de regimes extremamente rígidos em diversos países, que ainda assim não conseguiram reduzir ou resolver o problema da violência.
5. Satanização da adolescência pela sociedade.
Quando queremos reduzir a maioridade penal parece que há um discurso implícito que diz mais ou menos o seguinte aos adolescentes: "nós desconfiamos de vocês... se não andarem na linha, nós vamos puní-los com rigor!" Ou seja, passamos a cultivar um espírito de desconfiança, tratando os adolescentes como se fossem nossos inimigos. No entanto, sabemos que a adolescência é uma fase em que o ser humano é tomado por diversos conflitos e um forte sentimento de insegurança, de maneira que nossa desconfiança pode ter o poder de acentuar ainda mais as dores de um período por si só doloroso. Precisamos valorizar o jovem, considerá-los como parceiros na caminhada para construção de uma sociedade melhor, e não como vilões que estão colocando a nação em risco.
6. Crença de que os jovens terão medo da punição e cometerão menos crimes.
Por que temos medo de receber uma punição como a prisão? Certamente porque gostamos de viver a vida em liberdade, temos uma boa rede de afetos (família e amigos), temos uma rotina que de alguma forma tem atividades estimulantes, das quais não queremos abrir mão.
7. Crença de que a prisão educa.
Reduzindo a maioridade penal, adolescente vão para a prisão. E daí? Depois de tudo o que sabemos sobre as condições dos presídios brasileiros, como ainda acreditamos que um adolescente poderá aprender alguma coisa e se reeducar num sistema que não oferece nenhuma condição de educar ninguém?
8. Crença de que a lei atual é "mole" e o ECA enfatiza apenas os direitos.
Para quem pensa desta forma, o desafio é ler o Estatuto da Criança e do Adolescente. Esta lei foi criada para proteger os menores de 18 anos de comportamentos gravíssimos cometidos por adultos, como negligência, espancamento e abuso sexual. Mas, ao mesmo tempo que protege, garantindo os direitos, a lei também exige os deveres e prevê reparações de erro, trabalho comunitário, tratamento e até mesmo privação de liberdade para o caso de jovens em conflito com a lei.
9. Dificuldade de admitirmos a nossa parcela de responsabilidade.
O ser humano, em geral, tem a tendência de olhar muito facilmente a culpa do outro, o erro do outro, o mal que o outro causa, e uma imensa dificuldade em olhar para si e enxergar a sua própria culpa, os seus próprios equívocos, o seu próprio mal. É a velha e sábia história: olhamos para o cisco no olho dos outros e não retiramos o cisco que se encontra em nossos próprios olhos. Assim, defendendo a redução da maioridade penal corremos o risco de olhar apenas para o adolescente e esquecer o nosso próprio egoísmo, nossa falta de solidariedade, nossa indiferença social, nosso consumismo, nossa ostentação... fatores que reforçam a desigualdade social e contribuem para deixar os jovens mais desamparados e perdidos em termos de valores. Não podemos simplesmente querer punir jovens que cometem crimes sem lembrar que dos pequenos crimes de descaso que cometemos no dia-a-dia.
10. O ódio em alta.
O perdão e o amor em baixa. Este é o ponto mais difícil de ser tratado porque mexe com áreas muito profundas do nosso ser. Certamente a indignação causada pelas notícias de jovens que cometem crimes nos levam facilmente ao ódio e o ódio nos leva a procurar uma forma de vingança, despertando o desejo de dar uma punição extremamente rigorosa aos criminosos. Quando pensamos do ponto de vista da vítima, imaginando o sofrimento pelo qual passou e a dor que atingiu a família, é quase natural que esse ódio seja reforçado. Porém, apesar de difícil, vale a pena o exercício de tentar pensar no lado do criminoso. (http://www.naoviolencia.org.br/sobre-manifesto-projeto-nao-violencia.htm)
     

TEXTO 5


Carinho das meninas do 1º K

Seguem algumas das demonstrações de carinho que as alunas do 1º ano K por mim:

Karina

Bruna

Obrigada, meninas!!!

Atividades em grupo - 1º L

Os meninos e as meninas do 1º ano L, da Escola Estadual Daniel Martins Moura, nesta tarde trabalharam em grupos relembrando os estudos sobre Trovadorismo e Humanismo.

As atividades renderam produções criativas!

Alguns momentos como poemas e fotos, abaixo:

O que eu sinto pela arte eu falo
O que eu vejo pela arte demonstro
O que eu olho pela arte imagino
A beleza do amor divino

A matéria-prima da literatura
Tem novos sentidos, novos estilos e novos jeitos de dizer
Que no mundo que vivemos
É uma arte ser

Rosevânia, Letícia e Vanessa

Lauro


_Vamos viver no Nordeste, Amarina!
Deixarei aqui meus amigos, meus livros, minhas riquezas, minha vergonha
Deixarás aqui teu filho, tua avó,
Teu marido, teu amante.

_ Meu amigo, me traíste e por isso
Meu coração sofreu
Meu amigo, Romeu
Não vou voltar para você, não
Você atingiu meu coração

Matheus Vergílio, Joel e Wylerson

Na minha vida, nada posso reclamar
Tenho tudo o que quero, um carro
Uma moto e um lar para morar
Mas sempre aparece uma pessoa para me infernizar

Sendo loira, ou morena
Grande ou pequena
Mas aparece para me roubar
Mas não bem material
E sim minha moral
E meu coração para amar

Rafael

Crenner, Sunny e Milene

Os poemas, cartazes e encenação contribuíram demais para as discussões. Valeu, pessoas!




segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Renascimento / Classicismo

A instalação do capitalismo na Europa está entre as transformações do século XVI; além disso, há também a Reforma Protestante; e as ideias do renascimento científico e cultural, embasadas no racionalismo, no antropocentrismo e com influências da cultura clássica greco-romana e presença da mitologia.

Em Portugal, todavia, o renascimento não foi tão expressivo como em outras regiões da Europa, mesclando-se aos resquícios medievais. O período português que corresponde ao Renascimento foi conhecido como Classicismo / Quinhentismo.

São características do Renascimento:

- o antropocentrismo
- o racionalismo
- o Humanismo
- o hedonismo (valorização dos prazeres sensoriais)
- o individualismo (artista visto como criador individual, passando a assinar suas obras)
- o universalismo (apego aos valores que transcendem como o Bem, o Belo, a Verdade etc.)
- a inspiração na antiguidade clássica, greco-romana
- busca de equilíbrio

Os principais artistas renascentistas, na Itália, são:

- Leonardo da Vinci (pintor das obras: A Última Ceia, La Gioconda = Mona Lisa, A Anunciação)
- Michelangelo (pintou o teto da Capela Sistina)

Imagem: Infoescola

Os principais autores clássicos, em Portugal, são:

- Luís Vaz de Camões (autor de Os Lusíadas)
- Sá de Miranda

O autores clássicos escreviam principalmente as epopeias, escritos em versos que tratavam de grandes feitos heroicos, como a viagem de Vasco da Gama à Índia.




Humanismo

Transitoriedade. Eis o que representa o Humanismo para os movimentos literários de Portugal. Isso porque representa o período entre a Idade Média, na qual foram criados os textos trovadorescos, e o Renascimento ou Classicismo.

Na época trovadoresca, o poder econômico estava nas mãos dos senhores feudais e existia a vassalagem, ou seja, o trabalho sem remuneração, mas que consistia numa espécie de troca de favores. Na vassalagem, os trabalhadores, também conhecidos como vassalos, recebiam como pagamento a "proteção" de seus senhores. Artisticamente, havia a produção das cantigas. Poesia acompanhada por instrumentos de música. A sociedade também era teocêntrica, via Deus como o centro do universo.

No período de tempo do Humanismo, transcorrido na troca do século XV para o XVI, há expansão de intercâmbio comercial e, consequentemente, da burguesia, que não era nem do clero, nem da nobreza, nem dos servos. A expansão do comércio favoreceu a economia agora não mais apenas dos nobres. Além da crise do feudalismo, havia ainda uma tensão espiritual. 

Diante deste cenário conturbado, iniciam-se também as grandes navegações que visavam o crescimento marítimo e comercial. Revestido de coragem e inteligência que permitiu a invenção de úteis instrumentos como a bússola, o homem passa a ser mais valorizado. E a autoridade antes vista nas mãos de Deus passa a ser encontrada no ser humano, surgindo o antropocentrismo. Aliás, eis o principal motivo para este período literário ser chamado Humanismo. O homem passa a ser o centro do universo e em torno do qual giram todas as questões.

Desse modo, a literatura retrata esses acontecimentos e trazem inovações em relação à métrica e ao conteúdo. Surgem os versos decassílabos (com dez sílabas métricas) e heptassílabos (versos com sete sílabas), representados principalmente pelos sonetos italianos de Petrarca.

Em Portugal, Gil Vicente foi o nome que mais se destacou, uma vez que deu novos ares e fortaleceu o teatro, tendo escrito algo em torno de 40 peças. Sua obra pode ser dividida em autos e farsas. Nos autos, o tema central é a igreja, a religião. Enquanto as farsas eram peças curtas humorísticas e engraçadas.

As poesias eram organizadas em "cancioneiros". Na prosa, Fernão Lopes foi o cronista mais importante. 


Imagem: Humanismo Blog

Trovadorismo - Cantigas Satíricas

As cantigas satíricas possuem como tema central a crítica. Aos homens corruptos, aos padres sem escrúpulo, pobres que viviam de aparências, ao boêmio e a todo e qualquer costume social falsamente moralista como ao adultério, à orgia, etc. As satíricas eram subdivididas em cantigas de escárnio e de maldizer.

Cantigas de escárnio eram críticas sutis, disfarçadas e camufladas. A linguagem era insinuante apenas, repleta de ambiguidades, e não se revelava o nome do alvo da avaliação desfavorável e jocosa.

As cantigas de maldizer, por sua vez, criticavam de forma direta e incluíam agressões verbais. Além de, às vezes, incluírem o nome do alvo de desprezo e apresentarem um palavreado obsceno e vulgar.

Imagem: Blog do Minho





Trovadorismo - Cantigas Líricas

As cantigas líricas tratavam da vassalagem (homenagem e submissão) amorosa. Eram também subdivididas em cantigas de amor e de cantigas de amigo.

Nas cantigas de amor, o trovador declara seu sentimento amoroso por uma mulher, mas há sofrimento porque há uma impossibilidade amorosa: uma distinção de classe social, uma viagem ou qualquer outro motivo que impossibilite a efetivação do relacionamento entre os dois, como um amor não correspondido. Nesse tipo de cantiga, o trovador idealiza a mulher amada, colocando-se numa posição inferior a ela, mostrando-se um vassalo dela. A vassalagem também representa uma repetição do sistema feudal existente na época, assim, o trovador espera em troca de seus "serviços" (cantigas de amor) uma retribuição do sentimento, uma recompensa, que nunca se concretiza.

As cantigas de amigo mostram o trovador assume a pele de uma mulher, ou seja, o enunciador é feminino, apesar de ser cantada por um homem. Assim, a mulher não é mais vista de forma idealizada, mas uma pessoa que sente saudades, ciúme, indignação, vaidade. "Amigo" nestas cantigas é o namorado da mulher, que é o principal motivo de sofrimento e lamúrias dela.


Imagem: Todos Instrumentos Musicais




Trovadorismo

Estudos mostram que a primeira manifestação literária em língua portuguesa foi na Idade Média, no século XII, em Portugal.

Nessa época, o país consegue sua independência política e econômica ao reativar a comércio e renovar sua cultura. Uma vez que até esse período, dominava a ideologia do sistema feudal que era aliado à Igreja. Além disso, Deus era o centro do universo (Teocentrismo).

As produções literárias desse período recebem o nome de cantigas trovadorescas, porque se tratam de textos poéticos cantados com acompanhamento de instrumentos musicais como a harpa, a flauta, a viola, o pandeiro, a lira.

Aqueles que compunham e cantavam tais melodias eram conhecidos como trovadores. Já as composições eram conhecidas como cantigas. Estas eram divididas em dois grupos: as líricas e as satíricas.



Palavra é Arte

Literatura é arte. E a palavra é a matéria-prima da literatura.

Por meio da palavra, o artista imagina e ornamenta o dizer, o escrever, o pensar. A palavra também retrata o que se vê, o que se vive, o que se sente, o que se imagina. Ela mostra o interior do artista!

Na literatura, em especial, a palavra ganha nuances, novos sentidos, novos estilos, novos jeitos de dizer a mesma coisa. Além disso, nos textos literários a palavra expressa a cultura, a linguagem e a sociedade de quem a escreve.

Os momentos históricos são registrados e eternizados por meio da palavra, por meio da literatura. Questões sociais, ideológicas, políticas e econômicas também são representadas de um jeito peculiar em cada época.

De acordo com cada período, então, a literatura, a palavra em forma de arte ou a arte em forma de palavra, registra e expressa tendências estéticas e artísticas. A tal registro chamamos de movimentos literários. De tempos em tempos, essas escolas literárias, nascem e perpetuam-se. Assim, nascem: o Trovadorismo, o Humanismo, o Classicismo, o Barroco, o Arcadismo, o Romantismo, o Realismo, o Naturalismo, o Parnasianismo, o Simbolismo, o Modernismo e as tendências contemporâneas da literatura.

Conhecer um pouco sobre cada período literário contribui para que você se delicie com nossa literatura, com nossa arte!


Imagem: Brasil Escola